Qual foi o melhor dia de Carnaval de Ivete?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ivete entre as mais poderosas do universo!!!

A revista Contigo promoveu uma votação entre janeiro e fevereiro deste ano para que os leitores de todo o país (e até fora dele) apontassem as 10 mulheres mais significativas, influentes e poderosas do universo. No total foram mais de 360 mil votos e as eleitas foram Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Ana Maria Braga, Beyoncé, Renata Sorrah, Ana Carolina, Lília Cabral, Sandy, Patrícia Pillar e Hebe Camargo. As musas serão homenageadas pela revista pelo Dia Internacional da Mulher.

Segue abaixo a matéria na íntegra:



A década é delas!

Por Regina Echeverria

Se Shakespeare tivesse conhecido Gisele, Ana Maria, Ivete, Beyoncé, Renata, Ana Carolina, Lília, Sandy, Patrícia e Hebe, talvez sua célebre frase ''Fragilidade, teu nome é mulher!'' não existisse. Essas artistas dos palcos, da TV e das passarelas são, antes de mais nada, guerreiras que conquistaram um lugar ao sol com muita garra e determinação. São vitoriosas, eleitas por mais de 360 mil internautas que votaram no site www.contigo.com.br entre janeiro e fevereiro de 2010 e escolheram uma representante de cada ano, de 2000 a 2009, que apresentamos a seguir nesta homenagem da CONTIGO! ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março


2000
O mundo se curva a Gisele


Gisele Bündchen era um espanto aos 19, quando se tornou a modelo mais importante do mundo. Revolucionou as passarelas ao deslizar com curvas acentuadas e seios fartos. No rosto, a beleza a emoldurar a personalidade de quem exala segurança e coragem. Os traços da descendência germânica se confundiam com o DNA brasileiro, resumindo nela o fruto apetitoso das misturas bem-sucedidas. Em 15 anos de carreira, que completa em 2010, estampou a capa de mais de 500 revistas. Casou-se com um astro do futebol americano, Tom Brady, e, com ele, teve um filho, Benjamin. Jamais esteve no centro de qualquer escândalo. Discreta, descobriu o segredo do sucesso: ''Ter profissionalismo, chegar na hora certa, respeitar todo mundo''. Sábio projeto.


2001
As vitórias de Ana Maria



Ao entrar no ano de 2001 jogando no mar suas oferendas a Iemanjá, Ana Maria Braga apostou que aquele seria o seu grande ano. Na TV Globo, o Mais Você estreou em novo horário, mais cedo, revitalizado e com novas atrações. Como um trator, ela entrou de cabeça na produção do programa para que ele ficasse com a sua cara. ''Não me preocupo com o que estão pensando sobre mim. Vou lá e faço. A minha melhor resposta é o trabalho que irei mostrar no ar e a audiência que conquistarei.'' De fato, ela estava certa. Porém, ao chegar ao meio do ano, Ana Maria enfrentou um diagnóstico perverso ao descobrir um tumor maligno - e raro - no reto. Decidiu ela mesma dar a notícia em seu programa. ''Sou um livro aberto e vocês aí do outro lado merecem uma explicação. Já tinha passado por um câncer, é como se fosse um resfriado, a gente tem de se cuidar. Sou muito chorona e emotiva, mas quando a coisa bate feio sei que posso contar com Deus e com minha força interior'', disse ela ao vivo. A luta de Ana Maria Braga contra o câncer foi dividida com seus telespectadores e leitores, a quem ela confidenciou suas dores, incertezas e esperanças. Em dezembro de 2001 estava curada. Foi, realmente, um bom ano.


2002
Ivete faz a festa



Em 2002, os assuntos que mais inflamaram o Brasil foram a Copa do Mundo, o pentacampeonato da seleção brasileira de futebol e Ivete Sangalo. A cantora mais energética do país e as vitórias da seleção viraram quase um sinônimo depois que o técnico Felipão Scolari confessou que estava usando a música Festa para motivar os jogadores. ‘Eu me senti fazendo parte da história'', ela confessou emocionada, antes de aceitar o convite da CBF para recepcionar os vitoriosos atletas em sua volta ao país. O trio elétrico de Ivete substituiu o tradicional carro de bombeiros e promoveu a euforia popular em Brasília depois da conquista. Em 2002, Ivete já era comprovadamente um sucesso nacional. Aos 30 anos, a baiana de Juazeiro aguentava com energia ímpar seis horas sem parar cantando e dançando em cima de um trio. Seus discos com a Banda Eva e os quatro álbuns da carreira solo haviam vendido mais de 3 milhões de cópias. Nos últimos oito anos, o prestígio e o sucesso da cantora, dona de uma voz potente e afinada, jamais sofreram qualquer abalo. Em outubro do ano passado virou mãe de Marcelo, mas no Carnaval de 2010 já estava firme e forte nas ruas de Salvador comandando a festa.


2003
A temperatura sobe com Beyoncé



Beyoncé Giselle Knowles já era famosíssima, lindíssima e milionária em 2003, antes de gravar seu primeiro CD sem a companhia das meninas do Destiny’s Child. Mas tudo ficou superlativo na carreira da texana, na época com 22 anos, depois de lançar Dangerously In Love, no ano mais febril de toda a sua vida. Perigosamente apaixonada pelo rapper Jay-Z, levou cinco prêmios Grammy, o que a projetou em todo o planeta. Virou a cantora mais quente e mais desejada no circuito internacional. Ficou mais linda, mais famosa e mais rica ainda. Cantora, dançarina, compositora, arranjadora vocal, produtora e atriz, com seus mil talentos e a ajuda de um corpão escultural, Beyoncé também adora cinema e foi indicada ao Globo de Ouro em 2007 por sua atuação no filme Dreamgirls. Em 2010, com sete anos de carreira solo, fez história no 52º Grammy Awards ao ganhar seis prêmios e bater o recorde de uma artista feminina na premiação. Há pouco esteve no Brasil levando multidões ao delírio em Florianópolis, São Paulo, no Rio e em Salvador. As plateias estavam todas perigosamente apaixonadas por Beyoncé.


2004
A adorável vilã de Renata



Uma detestável megera ganhou a simpatia do telespectador nacional no ano de 2004. Nazaré, da novela Senhora do Destino, era tão cruel que, não contente em roubar a filha da protagonista Maria do Carmo (Susana Vieira) ainda bebê, anos depois tenta extorqui-la vendendo informações sobre o paradeiro da menina. Renata Sorrah, a intérprete da vilã, tinha 57 anos de idade quando aceitou o desafio de encarar a personagem, uma carreira de 36 anos com passagens por 26 novelas, dez filmes no cinema e mais de 20 peças de teatro. O sucesso de Nazaré foi tão grande que ela conquistou até fãs no Orkut - 28 grupos, que somaram 2.700 pessoas. As comunidades com maior número de fãs da vilã se autonomearam Tenho Medo da Nazaré, com 839 membros, e Eu Adoro a Nazaré, com 668. Outra personagem marcante de Renata Sorrah, Heleninha Roitman, de Vale Tudo (1988), também registrava grupos no Orkut, mesmo 16 anos após a novela ter sido exibida. ''Com a Nazaré, dei um salto qualitativo na carreira. O bacana é não parar, sempre estar alerta, prestando atenção e aprendendo a lidar melhor com a TV. Acho que subi um degrau'', disse a atriz com toda razão.


2005
Ana Carolina sem pudores



A cantora mais popular do Brasil saiu do armário. E, em 2005, ano em que completou 31 de idade, declarou à revista VEJA: ''Sou bi. E daí?'' Tratou o assunto com coragem e leveza. ''Acho natural gostar de homens e mulheres.'' No começo da carreira, a mineira Ana Carolina já havia lançado quatro CDs desde 1999 - com a marca surpreendente de 1,5 milhão de cópias vendidas, 800 mil delas só em 2005, quando também começou a parceria com Seu Jorge. O disco que gravaram juntos atingiu a vendagem de 125 mil exemplares em apenas duas semanas. Um estouro. Por tudo isso, suas confissões à imprensa ganharam tamanha repercussão. Ela contou que aos 16 anos tomou a decisão de contar para a mãe que se sentia diferente das amigas. ''Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. ‘Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor?’'' A mãe aceitou. O público e os inúmeros fãs de sua voz grave também.


2006
Um sucesso chamado Lília


A personagem Marta fazia algumas pessoas saírem da sala quando aparecia na novela Páginas da Vida. Também pudera: seu repertório de maldades e as frases encharcadas de veneno incomodavam. A força da interpretação arrebatadora da paulistana Lília Cabral, porém, transformou Marta - a dona de casa que hostilizava a filha grávida e o marido passivo e, ainda, deu a neta como morta depois que ela nasceu com síndrome de Down, que tanto provocava repulsa como identificação do público. Por esse trabalho, Lília recebeu o 9º Premio Contigo! de Televisão e foi indicada ao Emmy internacional. No inesquecível 2006, Lília também estava no teatro com a peça O Divã, sucesso maior ainda que rendeu filme recordista de bilheteria. Adepta do lema ''primeiro as obrigações'', ela subiu ao primeiro time de atrizes do Brasil revelando que a dedicação e o suor são motores indispensáveis na arte de atuar. Mostraria a mesma capacidade nos trabalhos posteriores - a Catarina que apanhava do marido em A Favorita e, hoje, como a chiquésima Tereza de Viver a Vida, do mesmo Manoel Carlos que a consagrou em 2006.


2007
Sandy cresce e aparece


De duplinha infantil que se esgoelava no embalo da nova canção sertaneja, Sandy e seu irmão Junior ganharam status de astros da música pop. Em 2007, quando completaram 17 anos de parceria e um saldo de 15 milhões de discos vendidos, anunciaram a separação. Os filhos de Xororó queriam voar sozinhos, cada um para o próprio estilo. Sandy mudou o visual, cortou os cabelos e ficou noiva do violinista Lucas Lima, com quem se casou no ano seguinte. Ganhou elogio de Caetano Veloso, que considera sua voz linda. De fato, ela tem extensão vocal em voz suave. É afinadíssima. Fez shows cantando jazz e se aventurou por novos repertórios. Seu grande desafio está exatamente aí: de cantora mirim a intérprete adulta. Cantou lindamente no especial de Roberto Carlos no ano passado e, agora, circula na internet, de Londres, onde finaliza seu primeiro disco solo, um dueto com a cantora inglesa Nerina Pallot. Acompanhadas por Junior na guitarra e Lucas Lima no violino, as duas cantam o clássico Hallelujah, de Leonard Cohen. Sandy cresceu.


2008

Patrícia, a favorita


O território do mal tem oferecido oportunidades únicas para boas atrizes. Quando aceitou o convite para interpretar Flora, em A Favorita, Patrícia Pillar enfrentava o desafio de sua primeira vilã em uma carreira construída até então com personagens do bem. A transformação de uma ex-presidiária injustiçada em assassina inteligente exigiu toda a sensibilidade de Patrícia, numa interpretação consagrada com o 11º Prêmio Contigo! de TV e reconhecida, como já havia sido com sua criação de Zuzu Angel para o cinema. Neste mesmo 2008, ela lançou duas obras longe dos palcos ao produzir um CD e um documentário sobre o cantor Waldick Soriano (Waldick, Sempre no Meu Coração). Tinha 44 anos de idade e 25 de carreira - 37 trabalhos no teatro, cinema e televisão, vencido um câncer no passado e se casado com o político Ciro Gomes. Patrícia Pillar, nascida em Brasília, mas criada em várias cidades em função do trabalho do pai, oficial da Marinha, quando construía sua personagem Flora fez três visitas ao presídio feminino Talavera Bruce, no Rio. Assistiu a filmes e leu livros sobre prisioneiras para concluir: ''As histórias de cada uma não estavam estampadas no rosto delas''.


2009
Hebe, sempre Hebe


O Brasil adora Hebe Camargo há décadas. Em 8 de março do ano passado, Dia Internacional da Mulher, ela completou 80 anos. Comemorou com festa memorável para 730 convidados, repleta de celebridades. Afinal, desde os 11 anos, a paulista de Taubaté trabalha no meio artístico. Em todos esses anos, o país tem acompanhado suas transformações. Em 2000, em Salvador, ganhou o título de Perua Rainha do Século. Recebeu a faixa vestida de Dior, brincos, broche, dois braceletes de diamantes e um anel de rubi. Em 2009, ela reestreou seu programa no SBT além de aceitar o convite de Xuxa para viver a rainha no filme Xuxa em O Mistério de Feiurinha. Esteve, ainda, entre as 20 musas de Roberto Carlos no especial da Globo. Foi, enfim, um ano e tanto para Hebe Camargo. No entanto, nos primeiros dias de 2010, ao voltar das festas de fim de ano, descobriu um tumor disseminado pelo peritônio. Uma semana depois, já enfrentava a primeira sessão de quimioterapia. O país entrou em choque. Mais uma vez, foi ela quem levantou o moral de todos: ''Tenho sede de viver. E, mais do que nunca, vou viver a vida bem vivida''.

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